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O dia será de mobilização de trabalhadores e trânsito intenso, nesta quarta-feira (15/3), na área central de Brasília. Manifestações e assembleias de servidores vão ocupar o Eixo Monumental e outros espaços da capital durante todo o dia. A principal tônica dos atos é a crítica à Reforma da Previdência proposta pelo governo federal. Além dos protestos, a data será marcada por paralisações de algumas categorias.

Segundo informações da Polícia Militar, a expectativa é de que 5 mil pessoas participem das mobilizações. Mas a corporação garante estar preparada para um evento de maiores proporções. Policiais de diversas unidades da PM estarão de prontidão para agir.

O trânsito na região também deve ser impactado. Segundo a Polícia Militar, o BPTran vai fazer escolta dos manifestantes, interditando parcialmente a Via S1, em direção do Congresso Nacional. Caso haja bloqueio completo da via, a PM diz que o tráfego será canalizado para a L2 Sul e a N1.

Já às 8h, em frente à Catedral de Brasília, sindicatos afiliados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) se reúnem para protestar contra a reforma que vai mudar as regras de aposentadoria no país. Entre as entidades que devem participar do protesto, estão o Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Assistência Social no DF (Sindprev-DF) e o dos Bancários do DF.

O Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) também vai integrar o ato da CUT e inicia, nesta quarta (15), uma greve por tempo indeterminado nas escolas da rede pública. A paralisação engrossará o movimento nacional articulado por outras 49 entidades de todo o país, membros da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). No DF, o governo já anunciou que os grevistas terão o ponto cortado.

Às 9h, integrantes do Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas do DF (Sindireta-DF) também fazem um ato contra a Reforma da Previdência, no Anexo III do Congresso Nacional.
Outro protesto que deve atrair grande número de participantes é o organizado pela União dos Policiais do Brasil (UPB). Segundo a entidade, cerca de 300 mil policiais e agentes penitenciários comparecerão a atos em Brasília e demais outras unidades da Federação nesta quarta. Durante o movimento, haverá ainda uma Assembleia-geral Nacional, que vai discutir proposta de paralisação das forças de segurança em todo o Brasil.

Do Distrito Federal, cinco entidades participam da mobilização: Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepo); Sindicato dos Delegados de Polícia Federal (Sindepol); Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais do DF (Sindiperícia); Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol); e Sindicato dos Policiais Federais no DF (Sindipol).

Os agentes de segurança também são contra a Reforma da Previdência, que, na avaliação das entidades, pode prejudicá-los, uma vez que desempenham atividade de risco. A medida, que tem sido criticada por trabalhadores, está prevista para ser votada na Câmara dos Deputados a partir de maio.
Assembleias

Além dos protestos contra a Reforma da Previdência, pelo menos duas categorias de servidores têm assembleias marcadas para esta quarta-feira (15). Às 9h, no estacionamento do Hospital de Base do DF (HBDF), se reúnem os integrantes do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde-DF). Entre outros pontos, eles discutirão a revisão das gratificações por titulação de mais de 9 mil profissionais proposta pelo GDF.

Às 14h, servidores do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) se encontram no estacionamento da sede do órgão, próximo ao Palácio do Buriti. O grupo, que também adere à paralisação nacional dos servidores desta quarta (15), deve discutir as principais reivindicações da categoria para serem cobradas do governo ao longo do ano.

Fonte: METROPOLES

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