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  A Polícia Federal fez cumpriu mandado de busca e apreensão nessa quinta-feira (1º), no escritório da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), empresa responsável pela execução das obras públicas no DF. Dois ex-gestores da companhia estão entre os alvos de uma operação que investiga um esquema de corrupção na reforma do estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

 

   Segundo a PF, a medida autorizada pela Justiça Federal, ocorreu depois de os investigadores analisarem material apreendido na primeira fase da Operação Panatenaico, iniciada no dia 23 de maio. O ex-presidente da companhia, Nilson Martorelli, foi quem assinou e monitorou todos os contratos com empreiteiras para a construção do estádio. A engenheira Maruska Lima Holanda, ex-diretora de Obras Especiais da Novacap e ex-presidente da Terracap coordenou a construção do Mané Garrincha como representante do governo do Distrito Federal.
   

    Agentes da PF passaram cerca de duas horas, entre 8h e 10h, nos andares do prédio onde ficam a sala da presidência da Novacap, a assessoria jurídica, de informática e ambiental. Segundo a empresa, os policiais recolheram dados para a investigação sobre as obras no Estádio Nacional Mané Garrincha. A Novacap disse que está colaborando com a Justiça.

   Os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT) e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), que ocupava o cargo de assessor do presidente Michel Temer, também foram presos na terça, 23 de maio e liberados na última quarta (31), junto com Martorelli. Maruska e outros ex-gestores.

  Todos são alvos de uma operação que investiga um esquema de corrupção na reforma do estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. Veja quem são eles:

Agnelo Queiroz, ex-ministro do Esporte e governador do Distrito Federal entre 2011 e 2014. José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal entre 2007 e 2010. Foi preso preventivamente durante o mandato, por suposto envolvimento em suborno a jornalista e teve o mandato cassado por infidelidade partidária.
   Nelson Tadeu Filippelli, ex-vice-governador na gestão Agnelo. Por oito meses, até esta terça, trabalhou como assessor especial do presidente Michel Temer.

Após a prisão, ele foi exonerado do cargo.

  Francisco Claudio Monteiro, ex-assessor de Agnelo. Durante o mandato do ex-governador, atuou como chefe de gabinete do Palácio do Buriti e Secretário Extraordinário da Copa 2014. Neste cargo, atuava diretamente na gestão do estádio
  Nilson Martorelli, ex-presidente da Novacap. Responsável pela execução das obras públicas no DF, foi a empresa pública que assinou e monitorou todos os contratos com empreiteiras para a construção do estádio.

   Maruska Lima Holanda, ex-diretora de Obras Especiais da Novacap e ex-presidente da Terracap. Funcionária de carreira da empresa desde 1998, ela coordenou a construção do Mané Garrincha como representante do governo.


   Jorge Luiz Salomão, empresário do ramo de construção no DF. É citado pelo MPF como um dos "operadores ou representantes para arrecadar sistematicamente o dinheiro das construtoras", no suposto esquema de propina.


   Sérgio Lúcio Silva de Andrade, empresário do DF. É citado pelo MPF como um dos "operadores ou representantes para arrecadar sistematicamente o dinheiro das construtoras", no suposto esquema de propina.


Fernando Márcio Queiroz, dono da Via Engenharia. A empresa do DF fazia parte do consórcio que construiu o Mané Garrincha, junto com a empreiteira Andrade Gutierrez.


   Afrânio Roberto de Souza Filho, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal. Na ação do MPF, ele é citado como "operador financeiro" de Tadeu Filippelli, "conforme o acordo de leniência entre o MPF e a Andrade Gutierrez".

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Fonte: Globo\G1

 

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