
Presunção de
falcatrua
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A dor de
cotovelo do Pernalonga alcagüete
Entidade de Delegados
põe lenha na fogueira
Chega a
ser cômico, se obviamente não fosse trágico, as lamúrias contidas no
texto que a FNDPF publicou na sua página sob o título “Presunção de
Falcatrua”, muito em boa hora - e de forma clara e inteligente -
comentado pelo colega Valacir Marques Gonçalves (Sinpef/RS), na página
da FENAPEF, na seção "Tribuna Livre", sob o título "O
cachorro do amigo do Lincoln".
No momento em
que se busca a tão necessária pacificação entre as categorias que
compõem o universo funcional da Polícia Federal, vem a Federação dos
Delegados jogar gasolina na fogueira.
A “autoridade” que
escreveu o texto (ou será que foi mais de uma?), nem para alcagüete
parece mostrar competência. Esqueceu de um princípio basilar nas
relações éticas, aquele que não se deve fazer defesa com ataques
infundados.
O bom alcagüete,
por óbvio, só dedura aquilo que é feito às escondidas, o que não é o
caso das lojinhas que comercializam souvenires e outros produtos entre
os funcionários da Polícia Federal .
Na abordagem
sobre a Associação dos Servidores da Polícia Federal no Distrito
Federal (Diref), a “autoridade” que escreveu o artigo, como um bom
policial que proclama ser, deveria antes ter realizado uma
investigação – a mínima que fosse! – para embasar o seu texto. Se
assim houvesse procedido, teria por certo constatado que a venda dos
produtos ostensivos é feita sob absoluto controle, inclusive com o
registro e acompanhamento - quando é o caso - do número de série do
produto ou peça. Teria registrado também que as lojinhas comercializam
esses produtos, ditos controlados, apenas para policiais e - mesmo
assim - após a identificação funcional e assinatura de termo de
responsabilidade pelo seu uso e destino.
É importante
esclarecer àquela “autoridade” que - no caso da lojinha localizada na
ANP -, ali são vendidos fardamentos para os alunos de diversos cursos
de formação. Se a douta “autoridade” desconhece, a Associação Nacional
dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) - parceira antiga no
ramo - também dispõe de uma lojinha que comercializa os mesmos
produtos destinados aos alunos dos cursos de formação de Delegados.
Por
evidência, o ideal seria que o Departamento de Polícia Federal tivesse
condições e estrutura para oferecer aos seus policiais as ferramentas
necessárias ao desempenho de suas atividades, que todos sabemos não
ser o caso.
Por fim,
gostaríamos de registrar o elogio ao policial federal Valacir
Gonçalves pelo brilhante
ponto de vista comentando o texto
publicado na página da FNDPF. Com a devida vênia, no entanto, ousamos
discordar do título que poderia dar ao seu livro (que por certo seria
muito interessante): que tal chamá-lo de “O alcagüete incompetente”?
Brasília, 19 de agosto de 2004.
José Wellington Ferreira
Presidente da Diref